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Vivências de Pessach

Terça-feira, 03 Abril, 2012 - 10:00

De um lado, um forno e muitas mãos amassando farinha e água; do outro, Moshé, Paró e as Dez Pragas.

Bem-vindos à “Fábrica de Matsá”, idealizada e montada pelas meninas do 9º ano do Gani. “Estou apenas supervisionando, são as meninas que fazem tudo. É um trabalho de riginalidade e criatividade”, ressalta morá Madina Tzdasman, professora da turma.

“Um projeto assim trabalha o talento das alunas ao transformar a história de Pessach em peça teatral, explicar as etapas de fabricação da matsá e realmente fazer as matsot saírem do forno”, acrescenta.

Outros pontos importantes destacados pela mora são a socialização da turma, que se torna equipe de trabalho; o aprendizado do extenso conteúdo de Pessach de forma lúdica; o senso de responsabilidade, já que se apresentam diante das turmas do Gani, do Lubavitch e do Gan; pontualidade para entregar tudo nos devidos prazos. “A fábrica e o teatro têm papel fundamental para os alunos visitantes, já que esse formato é bastante eficaz no aprendizado da matéria”, ressalta morá Madina.


Mão na massa
Compondo o uniforme da escola, as meninas estão vestidas com avental e touca e em vez de lápis e cadernos, elas têm rolos de abrir massa.

As alunas do 9º ano, responsáveis pela feitura das matsot, explicam para seus espectadores o que é maim shelanu e como deve ser armazenada em reservatório especial, como a farinha é guardada e cuidada, qual o tempo de fabricação das matsot para ser kasher l’Pessach.

As mãos pequenas já querem um pedaço de massa para abrir, furar com garfo para a massa não crescer e colocar no forno. E quando as matsot ficam prontas, forma-se uma fila para cada um pegar a sua: “quero comer agora!”, “a minha está tão quentinha!”, dizem os alunos, orgulhosos de suas criações.


No palco
Atrás da coxia improvisada, a outra metade da turma do 9º ano prepara-se para encenar a história de Pessach. A plateia já se acomodou e uma atriz entra com um colete marrom e um pau de vassoura na mão: é Moshé e seu cajado, dizendo “liberte o meu povo!” ao Paró. Este é interpretado por outra aluna, que solta uma gargalhada ao ouvir as palavras de Moshé. Até que vêm as pragas: copos com tinta vermelha para o sangue; papéis verdes picados para os sapos; jacaré, leão, urso de pelúcia são as feras; vagens representando os gafanhotos são atiradas na plateia.

Criatividade não falta. O público se diverte e aprende. Segundo Sharon Klein, que interpretou o Paró, “montar a peça e o cenário é trabalhoso, mas é legal ver como as crianças aprendem de forma mais ativa”.

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