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Visitantes trazem inspiração para o chinuch

Segunda-feira, 26 Março, 2012 - 9:18

Além de dar boas vindas aos alunos na volta das férias, Gani e Lubavitch abriram as portas a quatro especialistas em chinuch, vindos de Israel e Estados Unidos. Eles não vieram apenas visitar as instalações e conhecer a nossa rotina. Eles vieram trabalhar.

Plano de metas
Pnina BenYacov, educadora há mais de 30 anos numa escola de 450 meninos em Shiloh e Oshra Dana, fundadora e diretora de uma escola de 800 alunos em Tel Aviv, vieram por meio da organização “Kol Israel Chaverim - Hashayara”, que faz intercâmbio de educadores de Israel para outros países. O Gani - Lubavitch é a primeira e única escola fora da Europa a receber as diretoras. Segundo BenYacov, “trouxemos experiências para ensinar e os profissionais daqui estão abertos a aprender”. O trabalho delas baseou-se principalmente em montar o planejamento de aulas e reformular regras de conduta.

De acordo com a morá Chani Zajac, coordenadora do Gan, “elas ajudaram a uniformizar as escolas, que antes pareciam ser três: o Cheder Lubavitch, o Gan e o Gani. Cada uma tinha suas regras e agora, chegamos a um planejamento escrito e único”. Cada profissional, desde diretor até funcionários da limpeza, vai receber uma apostila de 30 páginas em que estão escritas detalhadamente as funções de cada um. As educadoras recriaram situações respeitando a idade e o nível do aluno para adaptar novas regras. Os pais também terão acesso à apostila.

Os professores dos departamentos de hebraico e de português foram orientados a traçar um plano de objetivos para o ano todo. “O material facilita saber se alcançamos nossas metas e quais pontos devemos reformular”, ressalta morá Chani. No caso do Gan, cada morá deverá fazer uma avaliação escrita mensal para criar o perfil mais exato da criança e resolver problemas de necessidade individual, seja pedagógica, emocional, social. O planejamento também intensifica o contato entre coordenador e professor, com reuniões fora do horário letivo. “Recebemos a visita de uma especialista em brinquedotecas para ensinar a usar os brinquedos de maneira pedagógica”, exemplifica morá Chani. Ela acredita que as mudanças vão aumentar o contato da escola com os pais.

Antigo renovado
Os meninos do Cheder Lubavitch vão ter que se dedicar mais aos estudos. Uma nova metodologia de ensino de Chumash, Mishná e Guemará está sendo implantada na escola para mais eficiência no aprendizado. Desenvolvida pelo rabino Meir Pogrow, a metodologia Master Torá nunca havia sido implantada em escolas Chabad. No ano passado, o cheder Oholei Torá e a Lubavitch Yeshivah, em Crown Heights, adotaram o método e o sucesso de lá serviu de inspiração para o Cheder daqui. “Os meninos, às vezes, entravam na Yeshivá sem lembrar conceitos estudados no Cheder”, afirma rebe Ilan Ende, diretor pedagógico. A metodologia inova um processo de estudo antigo descrito no Pirke Avot e que diz que uma criança deve estudar Chumash, Mishná e Talmud nessa ordem. Rebe Ilan explica que “a nova metodologia faz o aluno receber melhor os textos, pois já tem familiaridade com conceitos e termos específicos”.

O sistema de Pogrow facilita a compreensão: primeiro, o aluno cria intimidade com o texto para que ele estude sozinho e depois, investe em revisões, frisando a matéria desde o início do ano. No Lubavitch, as classes menores estudam o Chumash com melodia (taamim), fazem as revisões e aprendem os shorashim, com sufixos e prefixos. As classes de 3º e 4º anos estudam Navi e Haftarot com taamim. A metodologia aplicada às Mishnayot ficou para 5º, 6º e 7º anos. Rebe Ilan já observa mudanças no rendimento dos meninos, “mesmo com o estudo mais rigoroso, o aluno consegue ver o próprio aprendizado. Há mais motivação”.

Criança feliz
Planejamentos e metodologias não funcionam sem a alegria plena das crianças. Quem acredita nisso é o rabino Zalmen Leib Markowitz, consultor educacional com uma sensibilidade especial para entender alunos, pais e professores. O rabino americano defende que escolas e famílias devem seguir três metas quando o assunto são filhos e alunos. Primeiro, toda criança deve estar sorrindo ao entrar no prédio da escola; a segunda meta é incutir boas midot, yirat shamaim e personalidade nos alunos e por fim, o lado acadêmico. “Um aluno que está com boa autoestima, animado e feliz, vai aceitar melhor o que os professores vão ensinar”, afirma o rabino.

O esforço do Gani-Lubavitch vem para ver os sorrisos

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