As alunas do 1º ano do Ensino Médio da Escola Gani visitaram o Estádio do Pacaembu, localizado na Praça Charles Miller, na região oeste de S. Paulo, para conhecer um campo oficial de futebol, as dependências do clube e o Museu do Futebol. Essa visita finalizou o projeto desenvolvido nas disciplinas de física, matemática e educação física fundamentado no livro paradidático Física do Futebol, de Marcos Duarte e Emico Okuno, editora Oficina de Textos. O livro apresenta ao longo dos quatro capítulos – Movimento, Força, Energia e Fluidos – biografias de grandes cientistas e jogadores que enriquecem a leitura: pode-se encontrar Galileo Galilei, Isaac Newton ao lado de Charles Miller, Arthur Friedereich e Pelé. Conceitos de física aprendidos no Ensino Médio são revistos com explicações detalhadas em gráficos e exemplos práticos, e ainda há dicas sobre como chutar uma bola com efeito, comprovando que o futebol é uma arte repleta de ciência.
No Museu do Futebol tiveram uma aula sobre o passado da modalidade num
percurso com imagens e sons compondo um acervo disposto em três andares e dividido em 20 salas temáticas, cada qual com um aspecto próprio a respeito do esporte mais praticado e comentado no planeta. Tivemos a oportunidade ainda de assistir à exposição temporária “Será que foi, seu juiz?”, que apresentava de forma interativa a complexidade e as dificuldades da atuação do árbitro em campo. Com ajuda de experimentos físicos, as alunas puderam verificar como é difícil o juiz acertar em campo, pois seu julgamento pode ser afetado diretamente por efeitos de ilusão de ótica como a paralaxe e o flash lag. O primeiro refere-se à diferença aparente da posição de um objeto quando visto por observadores localizados em lugares distintos. Ou seja, por causa dos diferentes ângulos de visão, muitas vezes não percebemos que um corpo esta à frente ou atrás do outro. Daí a dificuldade de o juiz ou de os bandeirinhas dizerem se o jogador está ou não impedido. Já no flash lag, a ilusão está relacionada à chegada de um objeto ou de alguém repentinamente numa situação onde já há outro objeto ou pessoa. São necessários alguns instantes para que se perceba que os corpos ou os objetos estão no mesmo lugar. Um tempo que não existe no futebol, por causa da pressão do cronômetro. “Foi muito importante às alunas passarem pelas áreas interativas do museu, principalmente a projeção do campo no chão para poderem jogar”, relata a morá Janira, de Física.
Após observar cada detalhe, anotar medidas e ângulos as alunas puderam aprimorar a maquete que fizeram de um campo de futebol oficial, que impressiona por suas dimensões. A trave oficial mede 7,3 m x 2,4m e o comprimento do campo pode chegar a 120m. Foi interessante observar isto e imaginar a força que deve ser aplicada na bola na cobrança de um escanteio ou pênalti, a visão estratégica que deve ter o jogador e a habilidade para permitir movimentos que diferem da tradicional parábola. “Foi uma tarde maravilhosa, uma grande aula de conhecimento e a Escola Gani esteve muito bem representada pelas alunas presentes”, declara a morá Maria Cláudia, responsável pela organização do passeio.

