Elas já se organizaram para o ano escolar de 2013, que começou há pouco menos de dois meses. Representada por algumas mães de alunos de diferentes classes e anos, tanto do Lubavitch, quanto do Gani, a Comissão de Mães está com várias ideias para colocar em prática e claro, contribuir para o progresso da escola sob a visão dos pais.
“A Comissão vai se reunir mensalmente, tendo uma data e um lugar fixo irá contribuir para mais adesão aos nossos projetos”, explica confiante, Sheila Fortes, membro da Comissão de Mães.
Palestra para começar
Ministrada pelo Rabino Shamai Ende e aberta aos públicos feminino e masculino, a palestra “Tsniut nos tempos atuais”, foi o primeiro evento organizado pelo grupo de mães da escola.
Aos ouvidos atentos, o rabino começou citando o exemplo de uma carta que o Rebe de Lubavitch enviou a dois jovens que iriam se casar, mas os pais, por alguma conveniência momentânea, não queriam colocar uma mechitsá que separa homens e mulheres na festa. O Rebe citou na carta uma Halachá relativa ao Bircat Hamazón, em que um certo trecho da reza sobre alegria somente pode ser recitado quando existe uma mechitsá no ambiente. A explicação para isso seria que, sem a divisória, existe o Yetser Hará andando pela festa entre os convidados, e então Hashem pode não ficar feliz com isso. O Rebe conclui que, por causa de uma conveniência momentânea, os pais iriam diminuir a alegria do casal por uma vida inteira, por aquele trecho não ter sido recitado durante o Bircat Hamazón.
Num paralelo à carta, rabino Shamai explicou que, da mesma forma, o cumprimento das regras de tsniut também traz muitas bênçãos para a nossa geração, pois é a última geração do exílio, que seria a reencarnação daquela geração anterior à saída do Egito, redimida pela grandeza das mulheres que cumpriam as leis de tsniut.
Dessa forma, acrescenta o rabino, o cumprimento destras leis, principalmente pelas mulheres e meninas desta geração, é tão importante e tão cheio de complicações e dificuldades. Mas o cumprimento de tsniut não é restrito às mulheres e envolve muitos outros apectos importantes.
Os homens também têm que seguir regras de se vestir com discrição, de se comportar convenientemente, e até os goim também têm nas leis de Noach a parte de tsniut, que são as relacionadas às relações proibidas.
Nos eventos sociais, deve haver uma mechitsá, mesmo nos eventos infantis. Ao contrário do que se pensa, explica o rabino Shamai Ende, a mechitsá também seria muito mais necessária em um evento que reúne casais do que num evento para solteiros, pois nas mulheres casadas se recai uma proibição maior em serem observadas pelos outros homens.
Outro exemplo é a maquiagem, que se diz que não há mérito algum em uma moça solteira utilizar, a não ser que esteja em idade de shiduch, pois a maquiagem foi feita para a mulher casada se embelezar para o seu marido.
Há, inclusive, outros aspectos de tsniut que podem ser observados, como: mulheres evitarem ir a cabeleireiros homens; evitarem ir a médicos homens sem a presença do marido; contratar fotógrafos homens para fotografar homens e mulheres para fotografar mulheres, o mesmo valendo para o que mais se puder fazer, como garçons, etc.
Também foi lembrado o aspecto de yichud – homens ficarem sozinhos com mulheres, que deve ser cumprido a partir de 3 anos de idade para meninas e 9 anos para meninos.
“Ao final, todos saíram com a certeza de ter aprendido alguma coisa a mais sobre este tema tão especial”, ressalta Paula Petresco, membro da Comissão de Mães.
