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Pare. Atenção. Divirta-se!

Sexta-feira, 17 Maio, 2013 - 12:04

Grande Parada Lag Baomer 5773 

A luz que refletia do estacionamento do Estádio do Pacaembu naquela manhã de domingo, não vinha apenas do reflexo do sol forte que brilhava no céu. Era a Parada de Lag Baomer 5773, organizada pelas escolas Lubavitch e Gani e Yeshivá Tomchei Tmimim, evento que fez muita gente parar, literalmente, e deixou aquele calor de domingo mais especial no coração de quem passava por lá. “A Parada de Lag Baomer é a base da educação, pois o mostra ao judeu que ele deve ser um yid nas ruas e não apenas dentro de casa. É a maior manifestação de orgulho judaico da nossa geração”, explica rabino Shamai Ende, Rosh Yeshivá da Tomchei Tmimim Brasil.

vista panorâmicaA organização da Parada foi assunto unânime entre os elogios proferidos pelos expectadores. “Até a Companhia de Engenharia de Tráfego, a CET, elogiou o controle do fluxo de carros vindos ao Pacaembu”, revela rabino Moti Begun, diretor das escolas Lubavitch e Gani. “Conseguimos que varias sinagogas, escolas e instituições participassem”, acrescenta rabino Mendy Konsepolsky. Além disso, o estádio tinha brinquedões – oferecido pelo Centro Novo Horizonte - barraquinhas de comidas, trenzinho e até tirolesa. Rabino Noach Gansburg, do Centro Novo Horizonte, colaborou com a diversão e desfilou num Fusca de colecionador, réplica do famoso Herbie, o fusca que virou astro. Além disso, uma parceria com as lojas PBKids e RiHappy propiciou que vários jogos e brinquedos ficassem expostos ao uso e alguns foram sorteados, e os quatro vencedores do grande prêmio sobrevoaram S. Paulo a bordo de um helicóptero. 

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Os 12 Pessukim do Rebe foram o tema da Parada deste ano. O Rebe elegeu essas passagens da Torá e ensinamentos dos Nossos Sábios como fundamentais para toda criança saber e recitar todo dia. Para adequar os profundos ensinamentos trazidos em cada frase, carros alegóricos desfilaram pelo estacionamento do Pacaembu, ilustrando e ensinando a Torá para os expectadores. Sinagogas e escolas da cidade patrocinaram os carros, que foram feitos pelos alunos do Lubavicth, do Gani e da Yeshivá, além de faixas, cartazes e fantasias.

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Transformação extrema
Um exemplo é o carro do passuk “Shemá Yisrael”, em que quatro manequins representando judeus de várias correntes religiosas diante de uma maquete do Kotel – o Muro das Lamentações. As alunas da turma de Seminário do Gani foram as idealizadoras deste carro e o bastidor da montagem divertiu as meninas e exigiu muita dedicação. Raquel Muller, aluna da turma, lembra que receberam apenas o tórax dos manequins e “tivemos que quebrar a cabeça para pensar como construir pernas e braços”. A estudante Dafny Rosemberg conta que “a tarefa nos deixou felizes, adoramos ver o carro desfilando. Mas foi um desafio”. Outra aluna do Seminário, Dina Eliezer, revela que preencheram todas as partes que faltavam dos manequins com jornal e “praticamente criamos novos bonecos”. Ao final, após muita diversão e trabalho árduo, elas montaram um dos carros que mais se destacou no desfile de Lag Baomer. 

Comunicação certeira
IMG_2374.jpgUma novidade que acrescentou bastante em alegria na festa foi a presença do jornalista, blogueiro, palestrante e mestre de cerimônias, Alberto Danon. Profissional multimídia e com uma voz imponente, Alberto deu um tom a mais no show. Além de descrever, ele conseguiu manter atentos os visitantes. “Devemos focar não somente na clareza das informações, mas passá-las de forma vibrante, condizente com o alegre momento”, afirma Danon. Este é o truque para driblar empecilhos gerados em um local muito grande e ao ar livre, como é o estacionamento do estádio. “Em um auditório, o foco das pessoas é o palco. Neste caso, num domingo lindo de sol, ao ar livre e com muitas atrações, é bem mais difícil atrair a atenção do público. Então, faz-se ainda mais necessário o uso de eloquência, de energia vibrante, para que o público não se disperse e possa prestar atenção, aproveitando o evento em sua plenitude”, explica o profissional, revelando um dos porquês do sucesso de seu trabalho. 

Alberto Danon afirma ainda que “as mensagens-chave ficaram certamente enraizadas em todos os presentes e, principalmente, nas crianças. Kol Hakavod e continuem sempre assim: trabalhando fortemente em prol da manutenção do judaísmo de forma moderna, antenada, alegre, contagiante, com conteúdo, inteligente, criativa e envolvente!”. Com essa torcida, a Parada do ano que vem já promete ser um sucesso.

Veja a galeria completa de fotos aqui e vídeo aqui.

 

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